O Outro Vitu reviewed A crise Latino-americana by Ruy Mauro Marini (Textos essenciais)
Marini e a crise latino-americana
4 stars
Trata-se de uma coletânea de seis textos de Ruy Mauro Marini, nos quais analisa a situação econômica latino-americana. Embora algumas de suas interpretações apresentem problemas — como a identificação de “fatores exógenos ao ciclo do capital” —, é material relevante para a compreensão do desenvolvimento econômico da América Latina e da chamada Teoria da Dependência. Os textos apresentam enfoques variados, incluindo: uma crítica à noção de “ciclos econômicos” e ao modo como essa perspectiva alimenta a expectativa de superação da crise e de “retorno à normalidade”; a análise do desenvolvimento de uma autonomia relativa da América Latina frente aos EUA; as relações entre economia mundial e economia nacional; o Estado como fator-chave da dinâmica econômica, sobretudo na reprodução do capital privado ao viabilizá-lo e protegê-lo; as relações entre a cúpula militar e o empresariado durante as ditaduras na América Latina; e, por fim, a necessidade de romper a influência militar …
Trata-se de uma coletânea de seis textos de Ruy Mauro Marini, nos quais analisa a situação econômica latino-americana. Embora algumas de suas interpretações apresentem problemas — como a identificação de “fatores exógenos ao ciclo do capital” —, é material relevante para a compreensão do desenvolvimento econômico da América Latina e da chamada Teoria da Dependência. Os textos apresentam enfoques variados, incluindo: uma crítica à noção de “ciclos econômicos” e ao modo como essa perspectiva alimenta a expectativa de superação da crise e de “retorno à normalidade”; a análise do desenvolvimento de uma autonomia relativa da América Latina frente aos EUA; as relações entre economia mundial e economia nacional; o Estado como fator-chave da dinâmica econômica, sobretudo na reprodução do capital privado ao viabilizá-lo e protegê-lo; as relações entre a cúpula militar e o empresariado durante as ditaduras na América Latina; e, por fim, a necessidade de romper a influência militar para viabilizar um projeto de “democracia plena”, e não apenas de “democracia viável”.